
O último debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais antes do primeiro turno foi marcado por confrontos diretos e discussões sobre diferentes áreas da administração estadual. Promovido pela TV Globo na noite de terça-feira (29), o encontro reuniu Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB).
Segurança pública, situação fiscal, reajuste de servidores, saúde, infraestrutura e redução do IPVA estiveram entre os assuntos abordados. A dinâmica do programa alternou perguntas feitas entre os próprios candidatos e temas sorteados, o que provocou uma série de confrontos durante o encontro.
Cleitinho e Simões protagonizam principais confrontos
Um dos principais embates ocorreu entre Cleitinho e Mateus Simões. O governador questionou o senador sobre a destinação de emendas parlamentares para a segurança pública e perguntou quais medidas seriam adotadas para combater a violência.
Cleitinho respondeu atribuindo ao governo estadual a responsabilidade pela segurança pública e criticou a relação da administração com policiais e servidores. Simões, por sua vez, cobrou do adversário propostas para a área e defendeu a implantação do chamado Escudo Mineiro, voltado ao monitoramento das divisas do estado.
Os dois também discutiram a redução do IPVA. Cleitinho afirmou que pretende diminuir o imposto em Minas Gerais. Roscoe questionou como a eventual redução seria compensada nas contas estaduais, diante da perda de arrecadação.
Patrus é questionado sobre Pimentel
Patrus Ananias participou pela primeira vez de um debate nesta campanha e foi questionado pelos adversários sobre a ausência nos encontros anteriores e sobre a gestão do ex-governador Fernando Pimentel, também do PT.
Flávio Roscoe direcionou parte das críticas à situação fiscal deixada por administrações anteriores e questionou como Patrus pretende financiar as propostas apresentadas durante a campanha.
O candidato petista defendeu a renegociação da dívida de Minas com a União, a revisão de incentivos fiscais e a abertura das contas públicas para ampliar a transparência da administração estadual.
Dívida estadual entra no debate
A situação financeira de Minas Gerais foi tema recorrente durante o programa. Alexandre Kalil afirmou que a solução para a dívida deve ser uma das prioridades do próximo governo e questionou propostas que envolvam aumento de despesas sem indicação de fonte de recursos.
O tema também apareceu nas discussões sobre reajustes para servidores, investimentos em segurança e ampliação de serviços públicos.
Saúde e desenvolvimento regional
As necessidades das diferentes regiões mineiras também foram discutidas. Entre os temas citados estiveram hospitais regionais, investimentos em infraestrutura e ações voltadas ao desenvolvimento fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Mateus Simões mencionou hospitais em construção ou em funcionamento como parte das ações do governo estadual, incluindo unidades em Sete Lagoas, Divinópolis e Teófilo Otoni.
Cleitinho, por sua vez, apresentou propostas como a criação de uma Cidade Administrativa no Vale do Jequitinhonha, a regionalização do atendimento de saúde e o fortalecimento de Santas Casas e hospitais filantrópicos.
Trocas de acusações marcaram reta final
Outro confronto ocorreu entre Kalil e Simões durante a discussão sobre investimentos nas regiões Central e Metropolitana. O ex-prefeito de Belo Horizonte criticou a atuação do governo estadual, enquanto o governador fez críticas à administração de Kalil na capital.
No último bloco, Simões também fez uma acusação envolvendo o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), aliado de Cleitinho. O governador afirmou que teria recebido uma oferta de R$ 10 milhões para facilitar um contrato. Cleitinho respondeu que não pode ser responsabilizado por eventuais atos de aliados e defendeu a investigação de qualquer irregularidade.
O debate foi o último encontro televisivo entre os seis candidatos antes do primeiro turno das eleições para o governo de Minas, marcado para domingo (4).
(Com informações do Estado de Minas)


