
— Por David Ribeiro Jr. —
Teófilo Otoni
O Pai Véi tá ON!… Se em nível de Brasil, o cenário político não está bonito (leia aqui), em Minas ainda está tudo incerto. No meio desse tabuleiro, surge um nome que, goste-se ou não, mexe com a bússola da disputa pelo comando da Cidade Administrativa: Daniel Sucupira.
Sim, ele mesmo. O ex-prefeito de Teófilo Otoni, petista desde pequenininho, marquetólogo nato, comunicador de mão cheia, jovem, benquisto, com oito anos de gestão no currículo e uma imagem de vídeo que é a simpatia em pessoa…
Pois é. Daniel está sendo sondado para ser candidato a governador de Minas. É a segunda vez que isso acontece. Há quatro anos, seu nome foi indicado, mas ele preferiu ficar na Prefeitura de Teófilo Otoni. Agora, o cenário é completamente diferente.
O contexto da eventual candidatura de Sucupira é o seguinte: o PT precisa de palanque forte em Minas. Nosso Estado é o segundo maior colégio eleitoral do país. E Lula, que está na frente nas pesquisas, mas muito longe de poder se dizer eleito, precisa desesperadamente de um palanque forte e competitivo por aqui.
No último pleito, o candidato foi Alexandre Kalil, então no PSD, hoje no PDT. Kalil até conversa para repetir a dobradinha com o PT, mas — como tudo em Minas — nada está fechado. O PT, por sua vez, não gosta de ficar esperando eternamente e, assim, começou a olhar para dentro. Dentro das fileiras do partido quem aparece com força é Daniel Sucupira.

O que Daniel tem a seu favor?
Vamos ser honestos: Daniel tem atributos que o PT não encontra facilmente em seus quadros mineiros: é jovem; tem história no partido; tem oito anos de gestão; tem carisma; tem excelente presença de vídeo; comunica bem com todos os públicos; é marquetólogo, e dos bons; e, com recursos, pode fazer campanha para dar trabalho aos oponentes. Basta olhar sua rede social. O homem era assessor do Ministério da Saúde até outro dia, mas tem uma rede social que é de dar inveja a muito governador Brasil afora.
Não é exagero dizer que, se o PT quiser um nome competitivo, Daniel é uma das melhores cartas do baralho. Mas vamos aos fatos: Daniel perde ou ganha com essa candidatura?
Eu respondo: É um jogo de ganha, ganha… ou ganha um pouco menos.
Explico:
Cenário 1 — Daniel é eleito governador
Aí não tem discussão: Ganhou. E ele ganha tudo. O PT é uma máquina política gigantesca. Se o partido resolver apostar pesado, Daniel entra no jogo com estrutura, narrativa e capilaridade. E, convenhamos, Minas está tão imprevisível que tudo é possível.
Cenário 2 — Daniel perde, mas Lula ganha
Nesse caso, Daniel não leva o Governo, mas leva algo quase tão valioso: vira ministro. Ser ministro é meio caminho andado para voos ainda maiores. Não é tão bom quanto ser governador, mas é um baita prêmio de consolação, e se projeta nacionalmente.
Cenário 3 — Daniel perde, e Lula também perde
Aqui, Daniel ganha menos. Fica dois anos sem mandato. Mas não perde relevância — porque o PT já o enxergará como uma das grandes apostas para o futuro.
Vale lembrar: mesmo que não saia candidato ao Governo agora — Daniel ainda se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado estadual —, nós ainda ouviremos muito falar o seu nome. Até porque, sejamos realistas, ele tem rota de fuga, tem plano B e tem caminho alternativo.
Antes de encerrar…
Daniel está diante de uma oportunidade rara: entrar num jogo em que, mesmo perdendo, ele ganha.
Se for candidato, ganha projeção estadual. Se não for, continua sendo uma das maiores apostas do PT mineiro. Se vencer, vira governador. Se perder, vira ministro. Se perder tudo, ainda assim sai maior do que entrou. Esse cara nasceu virado pra lua.
Como eu sempre digo: quem viver, verá!




