Psicóloga dá dicas de como equilibrar namoro com a rotina de estudos para o Enem

Psicóloga dá dicas de como equilibrar namoro com a rotina de estudos para o Enem

Especialista defende que jovens mantenham a rotina de estudo e também se dediquem a outras atividades. Além de manter o equilíbrio, ter as prioridades em mente é fundamental

O período do Enem e dos vestibulares coincide justamente com a fase em que muitos adolescentes começam a ter os primeiros relacionamentos. O momento vem cheio de incertezas e medos, mas a psicologia defende: para quem consegue controlar as emoções, o namoro é super benéfico.

“A adolescência é uma importante fase do desenvolvimento humano, pois durante esse período ocorre a transição da infância para a vida adulta. Durante esse ciclo, muitas transformações emocionais e corporais ocorrem e diversas situações novas são vivenciadas, gerando conflitos e dúvidas que parecem não ter solução”, explica a psicóloga Kariny Peçanha.

Cuidado com o mundo perfeito

A adolescência é uma época em que as emoções estão à flor da pele. São grandes paixões, romances proibidos, e, muitas vezes, quando o jovem se apaixona pela primeira vez acaba criando um mundo idealizado.

“Ele idealiza a pessoa amada e o relacionamento perfeito, mergulhando de cabeça nessa fantasia. É preciso orientação em relação a esses grandes amores, sendo fundamental uma rotina de estudo, de atividades físicas e de grupos de amizades para não comprometer os estudos e nenhuma das outras esferas da vida,” destaca a psicóloga.

Namorar ou não em época de Enem?

Sobre a dúvida relacionada ao namoro durante o período do exame, Kariny Peçanha responde: “O namoro é benéfico porque ele faz parte dessa fase do desenvolvimento humano, mas precisa ser conduzido com cuidado para não se tornar um relacionamento tóxico. Não dosado, pode trazer danos e sequelas para o adolescente.”

A psicóloga ainda reforça que o melhor caminho é o equilíbrio. Além disso, é preciso que o jovem tenha em mente quais são as suas prioridades.

“O namoro precisa ter regras e deve ser conduzido de forma respeitosa. O estudante tem que desenvolver habilidades de autoconhecimento para ser capaz de perceber até que ponto o relacionamento soma ou prejudica. O maior desafio é administrar o tempo, observando se o namoro está sendo hipervalorizado. Em caso afirmativo, pode ser prejudicial ao rendimento do estudante.”

Kariny Peçanha é psicóloga especializada na área educacional — Foto: Arquivo pessoal

Juntos nos estudos e no amor

Paciência e compreensão fazem toda a diferença para Thiago Grossi. O estudante destaca que delimita seus dias de estudo de uma forma bem simples. Durante a semana, estuda e faz as atividades. Aos finais de semana, namora.

“O namoro não atrapalha em nada a nossa rotina preparatória para o Enem, pelo contrário, a minha namorada me incentiva a estudar”.

“De segunda a quinta-feira temos uma rotina intensa de estudos. De sexta a domingo, a gente tem nosso tempo para o namoro. Nesse período, saímos, passeamos e ficamos juntos. Porém, sabemos que em alguns finais de semana teremos que nos dedicar totalmente aos estudos. Tudo está fluindo muito bem”, completa a namorada de Thiago, Maria Clara Diniz.

(Fonte: Samuel Martins, G1 Vales de Minas Gerais)



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