Leandro Brito questiona: “Precisávamos mesmo ganhar a Copa?”

Leandro Brito questiona: “Precisávamos mesmo ganhar a Copa?”

Leandro Brito é repórter da TV Imigrantes (foto: Ronnie Wagner | Paraíba)

— Por Leandro Brito

Para os brasileiros participar da Copa do Mundo, da qual fomos eliminados na última sexta-feira (06) em jogo pelas quartas de final, é, sem sombra de dúvidas um enorme orgulho. Todos os jogadores, e os cidadãos do outro lado da telinha também, estão em busca de um só objetivo: vencer, ver o país (através da nossa seleção) ser campeão e transferir todo essa emoção para uma nação  que, mesmo antes de nascer, entendeu que futebol era o seu principal esporte praticável nas praças, ruas e em campos com grama ou terra.

Mas aí pergunto eu: Será mesmo que é tão necessário se empenhar para conquistar uma Copa do Mundo? Muitos vão dizer que sim, que a Copa remete ao civismo, ao amor a nossa pátria querida e que até poderemos mostrar que aqui de fato existe “Ordem e Progresso”, mesmo que advinda apenas dos campos de futebol.

O Brasil é “penta” no futebol mundial, e também campeão olímpico, mas passa longe de ser campeão em questões bem mais próximas da realidade. Realidades essas que se comparadas à organização de um campeonato esportivo certamente que nos colocariam na disputa pela terceira divisão social com muita luta em busca do acesso pelo menos à segundonda, mas com muita dificuldade.

Enquanto pensamos em Copa do Mundo, existem também muitos brasileiros que nem sequer querem ficar no país. Sonham com um futuro fora da sua pátria. Esses cidadãos entendem que, se ficarem aqui, não alcançarão os seus objetivos. Afinal, hoje é muuuito difícil gritar às margens de qualquer rio “Independência ou Morte”.

Ganhar uma Copa do Mundo é um feito importante sem sombra de dúvidas; mas é necessário primeiro entrarmos no campo do respeito, da compreensão e dos valores humanos. Certamente que se isso fosse uma exigência da FIFA para participar da competição por uma vaga para a disputa do campeonato mundial de futebol, não teríamos tantas glórias como um pentacampeonato. E poucas vezes teríamos vistos os jogadores levantando a taça de campeão.

Com base em tudo isso concluo perguntando o que questionei no título deste artigo: “Precisávamos mesmo ganhar a Copa? Ou a derrota nos campos é uma advertência do universo para que entendamos que o Brasil real continua além das quatro linhas?”

Pensemos nisso!

………………………………………….

NOTA: artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião dos editores do minasreporter.com. Sua publicação visa demonstrar pleno respeito à liberdade de expressão e tem o propósito de incentivar o debate dos problemas humanos e evidenciar a diversidade de opiniões no mundo contemporâneo.



Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.