
— Por David Ribeiro Jr. —
Teófilo Otoni
A visita do secretário de Estado da Saúde a Teófilo Otoni, no último 1º de agosto, para acompanhar as obras do Hospital Regional, foi marcada por discursos protocolares, fotos oficiais e aquele clima de otimismo que costuma acompanhar agendas de governo. Contudo, o que realmente movimentou os bastidores da política local foi uma fala do deputado federal Bruno Farias (Avante), que, com a naturalidade de quem comenta o tempo, afirmou: “Até o fim do ano, Vavá será deputado federal”.
Vavá, no caso, é o médico Héber Neiva, ex-prefeito de Caraí e primeiro suplente do partido. Bruno não explicou como isso se dará — e nem precisa. O recado foi dado. Depois do encontro, reafirmou a fala com convicção.
Vavá, por sua vez, fiel ao seu estilo discreto e contido, preferiu não comentar. E fez bem. Porque quem tem trajetória sólida não precisa se antecipar. Basta esperar que os fatos falem por si.
Mas aqui, vale dizer: tomara que dê certo! Vavá é daqueles nomes que engrandecem a política. Homem de fina estirpe, como diria meu avô, e gestor público que deixou marcas profundas em Caraí. Hoje, é consenso: há uma Caraí antes de Vavá e outra depois da sua passagem pela Prefeitura. E isso não é exagero, é reconhecimento.
Se assumir a vaga na Câmara dos Deputados, Vavá terá a chance de levar para Brasília a mesma seriedade com que tratou os recursos públicos em sua cidade. E, convenhamos, o parlamento anda precisando de gente assim: que não grita, mas resolve; que não se esconde, mas também não se exibe; que não promete, mas entrega.
A política é feita de gestos, de articulações e, às vezes, de silêncios estratégicos. Vavá sabe disso. E Bruno, ao fazer a afirmação, parece saber também. Que venha a posse. Que venha o mandato. E que, ao final, possamos dizer: há um parlamento antes de Vavá — e outro depois.