
O mês de janeiro de 2026 deve ser marcado por temperaturas acima da média histórica em grande parte de Minas Gerais, ao mesmo tempo em que a chuva acumulada tende a ficar abaixo do esperado climatologicamente para o período, conforme projeções meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e análises de órgãos de monitoramento climático.
De acordo com a previsão do Inmet, as temperaturas ao longo de janeiro devem permanecer elevadas, especialmente na região Noroeste do estado, onde os termômetros podem registrar médias até 1 °C acima do normal para esta época do ano. As condições refletem a característica típica da estação chuvosa, porém com distribuição pluviométrica espaçada e volumes inferiores à média mensal.
O início de janeiro caracteriza-se pela presença de temporais isolados em grande parte do território mineiro, com possibilidade de rajadas fortes de vento, altos volumes de chuva em curtos períodos e queda de granizo, especialmente em trechos do estado com maior instabilidade atmosférica no começo do mês.
Situação em Belo Horizonte
Na capital mineira, a previsão indica cenário de calor e umidade elevada nos primeiros dias de janeiro, fatores que podem favorecer instabilidade e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas. Entre os dias 3 e 6, os acumulados de precipitação podem atingir níveis significativos, com volumes diários capazes de ultrapassar 70 mm, segundo dados da Defesa Civil municipal e do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Os totais estimados nos primeiros dias revelam que o volume de chuva observado pode equivaler a uma fração expressiva da média climatológica de janeiro, que historicamente gira em torno de 330,9 mm.
Clima e impactos regionais
Especialistas destacam que a tendência de chuvas abaixo da média, combinada com temperaturas elevadas, pode ter reflexos sobre a umidade do solo, com possível impacto sobre atividades agrícolas e disponibilidade hídrica em áreas mais dependentes da chuva pontual.
Além disso, o avanço de sistemas de instabilidade, como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), deve manter variação significativa no padrão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo do mês, aumentando a necessidade de monitoramento contínuo por parte das autoridades de defesa civil e órgãos climáticos.
Recomendações
Em face das condições previstas, órgãos oficiais reforçam a importância de medidas preventivas em períodos de chuva intensa, como evitar travessias de áreas alagadas e buscar abrigo seguro durante eventos de ventos fortes ou granizo, especialmente nas áreas urbanas e regiões vulneráveis a enchentes.
Com informações de Melissa Souza – Estado de Minas




