Saiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

Saiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

Eleitor sem cadastro não pode ser impedido de votar

Foto: José Cruz – Agência Brasil

A biometria voltará a ser utilizada nas eleições deste ano como uma das ferramentas de identificação dos eleitores. O sistema estará disponível em todas as seções eleitorais do país com o objetivo de reforçar a segurança do processo de votação, evitando fraudes e garantindo maior confiabilidade ao pleito.

Embora a identificação biométrica seja solicitada no momento da votação, ela não é obrigatória para que o cidadão exerça o direito ao voto. O eleitor que estiver com a situação eleitoral regular poderá votar normalmente, mesmo que não tenha realizado o cadastramento biométrico. Nesses casos, será necessário apresentar um documento oficial de identificação para ter acesso à urna eletrônica.

Caso a urna não reconheça a biometria do eleitor já cadastrado, o direito ao voto será preservado. A orientação é que a leitura da digital seja repetida em até quatro tentativas. Se o problema persistir, os mesários confirmarão a identidade do eleitor por meio das informações existentes no cadastro eleitoral. Confirmados os dados, o cidadão deverá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não saiba assinar.

A identificação biométrica passou a ser adotada pela Justiça Eleitoral em 2008. Desde então, a tecnologia contribui para aumentar a segurança das eleições, impedindo que uma pessoa vote utilizando a identidade de outra.

Além disso, o cruzamento das informações biométricas permite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificar possíveis duplicidades no cadastro eleitoral, tornando o banco de dados mais confiável.

Cadastro biométrico

O prazo para realizar o cadastramento biométrico válido para as eleições de 2026 foi encerrado em maio deste ano. Por isso, quem ainda não possui o registro não conseguirá incluir a biometria antes da votação.

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que esses eleitores procurem um cartório eleitoral após a realização das eleições para efetuar o cadastramento.

Durante o procedimento, são coletadas a fotografia do eleitor, as impressões digitais de todos os dedos das mãos e a assinatura. Esses dados passam a integrar o cadastro da Justiça Eleitoral e ajudam a tornar o processo de identificação dos eleit

ores mais seguro e eficiente.

(Com informações da Agência Brasil)



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