
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o Brasil como o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV — aquela que ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação — enquanto problema de saúde pública.
O anúncio foi antecipado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, na sexta-feira (15). Segundo Padilha, uma comitiva formada por representantes da OMS e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) está no Brasil para realizar a entrega formal da certificação ao governo federal.
De acordo com os critérios internacionais, a eliminação da transmissão vertical do HIV exige que a taxa de transmissão fique abaixo de 2% e que a incidência da infecção em crianças seja inferior a 0,5 por mil nascidos vivos. Dados recentes indicam que o Brasil atingiu esses parâmetros, resultado de políticas públicas voltadas à prevenção, testagem e tratamento.
Entre os fatores que contribuíram para o reconhecimento estão a ampliação do acesso a testes rápidos nas unidades básicas de saúde, a realização de exames no pré-natal e a oferta de medicamentos antirretrovirais às gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O país também registrou queda significativa no número de mortes por Aids, com 9,1 mil óbitos em 2024 — o menor índice em 32 anos.
A certificação da OMS reforça o papel do Brasil na liderança de ações de saúde pública voltadas ao enfrentamento do HIV, especialmente no contexto da atenção básica e da proteção materno-infantil.
(Com informações de Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil)




